sábado, 19 de setembro de 2009

falando de flores, as rosas...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Thai-style crab cakes


Já não é novidade por aqui, que gosto muito de frutos do mar, incluindo caranguejos. Estes, apesar de gostar muito e de encontrar facilmente, evito comer tanto quanto gostaria, pois sua carne é bastante rica em colesterol, então melhor ir com calma. Afinal na relação comida & saúde, a palavra magica deve ser sempre: Moderação!

Este cake é diferente dos muitos que ja fiz, por conta do uso do camarão cru moido que alem de incrementar o sabor, ajuda tambem fazendo a liga dos ingredientes.

A receita é do bastante engraçado Mark Bittman, em sua interessante coluna no nytimes, The Minimalist . Vale a pena dar uma olhada nas receitas dele, com video. Outro dia fiz as Arepas, com a receita dele e resultaram super bem, mas esqueci de fotografar...So, no post about it! Alias, isso acontece muito frequentemente, e pouquissimas fotos aqui são mesmo elaboradas, a maioria delas, lembradas de ultima hora...
São os doces e bolos que acabam ganhando fotos, digamos, mais pensadas.
Mesmo assim tem muito coisa que poderia virar post, não fosse meu demasiado senso critico, o completo esquecimento pelas fotos, e as vezes pura preguica ;>)
Mas tudo bem. Vamos em frente, afinal o Blog é mais um delicioso hobby, e cozinhar é uma necessidade, quase uma obrigação...prazerosa também!
Ingredientes:
6 camarões médios crus, sem casca, limpos
1 colher de chá de nam pla (molho de peixe)
1/2 kl. carne de caranguejo fresca, sem cartilagem
1 ovo
1/4 xícara de cebolinha verde picada
1/4 xícara de coentro fresco picado
1 pimenta doce, de preferência, tailandesa, picada
1 colher de chá de gengibre fresco picado
Sal e pimenta do reino moída na hora
2 a 3 colheres de sopa de migalhas de pão, de preferência frescos (mas não pão branco de forma, please!)
Cerca de 1/2 xícara de farinha de trigo para passar os bolinhos antes de fritar
óleo de amendoim, conforme necessário (para fritar)
Limão para servir.
Preparo: Num processador de alimentos (menor é melhor) faca um pure o camarão e o molho de peixe. Em uma tigela, misture o pure de camarão, carne de caranguejo, ovo, cebolinha, coentro, pimenta, gengibre e sal e pimenta, adicione apenas migalhas de pão suficiente para a mistura endurecer um pouco. Leve a mistura à geladeira por pelo menos 30 minutos ou mais (ficara mais fácil de moldar em bolinhos, ou deixe na geladeira até a hora de cozinha-los.
Tempere a farinha com sal e pimenta. Divida a mistura carne de caranguejo em em 4 partes e forme bolinhos achatados (tipo hamburger). Passe cada um suavemente na farinha, e leve a cozinhar numa frigideira grande já aquecida em fogo médio-alto, e com um fio de óleo de amendoim, deixe até dourar ambos os lados, cerca de 5 minutos de cada e lado. (Ajuste o calor na medida do necessário).
Sirva com fatias de limão.
Rendimento: 4 porções.
* Alem do limão, servi com horseradish tartar sauce(raiz forte) e aioli com nam pla (molho de peixe).


Aptos Beach, CA - 06/Sep/09

domingo, 13 de setembro de 2009

muffins de abóbora

Já fazia alguns dias que tinha feito um doce cremoso de abóbora com coco. Depois de já termos comido o doce puro, e também com queijo fresco, perdemos o interesse por ele. Apesar de delicioso, la estava ele numa tigelinha na geladeira, bem guardado, mas totalmente ignorado.
Para salva-lo de terminar no lixo, tive a ideia de transforma-lo em muffins.
Usei como base a receita da Dorie Greenspan, vinda desse livrão . Fiz umas alterações para adaptar a utilização do doce. Achei o resultado bom demais. Mas na aparência, eles ficaram muito mais pra cupcakes do que pra muffins.
Paciência...! Ficaram deliciosos, e salvaram o docinho enjeitado.

Pumpkin Muffins
Ingredientes:
2 xic. da farinha de trigo
2 col. chá) de fermento em pó
l/4 col. (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 col. (chá) sal
3/4 col. (chá) de canela moída
1/2 co. (chá) de gengibre moída
1/8 col. (chá) de noz moscada ralada na hora
1 pitada de allspice
1 tablete (8 col. sopa) de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/4 xic.de açúcar mascavo claro (* original pedia mais 1/2 xíc. de açúcar comum, mas como usei doce...)
2 ovos grandes
1/2 col. (chá) de extrato puro de baunilha
1 xic. de doce de abóbora com coco (** original 3/4 de pure de abóbora puro, sem adoçar)
1/4 xic. de buttermilk
Ainda na receita original: 1/2 xic. de uvas passas amarelas (douradas) e 1/2 xic. de nozes (walnuts), ou pecans trituradas (***não usei nenhuma delas, pois usei o doce de abóbora que já continha coco ralado).
1/3 xic. de sementes cruas de girassol para espalhar sobre o topo dos muffins (não usei)

Preparo: Numa tigela misturar bem a farinha, fermento, bicarbonato e as especiarias. Reservar. Na batedeira bata a manteiga ate ficar fofa. Acrescente o açúcar e bata ate ter um creme liso. Ainda batendo junte os ovos, um de cada vez ate estar bem incorporado, junte a baunilha. Diminua a velocidade, junte o pure de abóbora e buttermilk. Junte aos poucos a mistura de farinha e incorpore bem sem bater. (se estiver usando as passas e nozes, essa é a hora de junta-las a massa)

Distribua a massa igualmente por forminhas de muffin e leve a assar em forno pré aquecido por mais ou menos 25 minutos. Sempre bom fazer o teste do palito pra saber se estão devidamente assados.
Leve para esfriar sobre grade por uns 5 minutos, desenforme e deixe terminar de esfriar.
Assei em forma de muffins forradas com forminhas de papel.

Totalmente opcional, e só para cobrir alguns deles.
Fiz um creme, usando partes iguais de cream cheese (1/3 fatless) e açúcar de confeiteiro, misturando muito bem ate ficar um creme aveludado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

hearts of palm salad

palmitos (vindos da Costa Rica) + tomates maduros = salada perfeita!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

arroz primavera com sumac e rolinhos de beringela e humus

Conheci o sumac há uns 5 anos atrás, quando nos mudamos para essa vizinhança e cescobri um bazar de especialidades do Oriente Médio. Curiosa que sou, vi uma senhora na fila com uma quantidade enorme de sumac moído, e perguntei se não se importava de me contar sobre seu uso. Ela gentilmente falou muito sobre o sabor, uso, mostrou me a 'marca' que ela achava melhor, e ainda me deu a dica desse arroz que ja fiz repetidas vezes.
O arroz: usei basmati grão longo (cozido a maneira brasileira) refogado em azeite e alho, agua e sal.
A parte fiz um refogado de cenouras raladas e ervilhas frescas, em cebola, azeite, sal e salsinha fresca picada.
Depois juntei o arroz pronto ao refogado e cobri com uma colher (sopa) bem generosa de sumac moído.
Os rolinhos de beringela, foi uma tentativa que deu certo, pois adoro beringela e também humus (receita abaixo), e resolvi uni-los.
Descasquei e cortei a beringela em laminas no comprimento, salpiquei levemente sal e deixei escorrer. Depois sequei as fatias com papel toalha, pincelei azeite dos dois lados e passei por farelo de pão levemente torrado, coloquei em tabuleiro raso untado e levei ao forno quente ate dourar levemente dos dois lados. Deixei esfriar e cobri as fatias com leve camada de húmus e formei os rolinhos, que foram servidos com o arroz.

*Esses rolinhos ficam bons também como entrada.

Humus:
2 xic. de grão de bico (garbanzo) cozido e escorrido
1/4 xic. de tahini (pasta de gergelim)
2 dentes de alho
1/4 xic. de suco de limão, fresco
1 a 2 col. (sopa) de azeite de oliva
1/2 col. (chá) de cominho moído
sal a gosto
1 col. (chá) de sumac moído
Preparo: No processador de alimentos, leve todos os ingredientes, menos o sumac. Se a pasta formada ficar muito densa, ajuste com um pouco de agua morna, ate obter a espessura desejada. Transfira para uma travessa e salpique o sumac.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

sárga bab föselek + fasírt - ensopado de vagem amarela com bolinho de carne

Föselek, que apesar do nome esquisito (ainda não encontrei palavra certa para traduzir isso), é na realidade um ensopado cremoso, sempre feito com vegetais ou legumes. É mais um prato muito simples e bem corriqueiro da cozinha húngara.
E fasírt, são os bolinhos de carne.
Com vagens, e mais comum nessa época do ano, pois é agora que elas começam a aparecer e aos poucos se tornarão abundantes no outono.
Essas amarelas (que aqui chamamos de yellow wax bean), estão começando a aparecer agora, por isso ainda bem cara, e sendo orgânica, mais cara ainda. Mas como são a base do föselek preferido do Geo, sem duvida, tive que fazer. Essas vagens tenras, cozinham rapidamente e são deliciosas.


600g de vagens amarelas - (pode fazer com as verdes )
Agua filtrada para cozinhar as vagens
sal e pimenta a gosto
1 cebola media ralada
2 alhos grandes bem amassados
1 col. sopa de paprika
2 col. sopa de manteiga
2 col. sopa de farinha de trigo
3 xic. de caldo de legumes / ou caldo de galinha
1 xic. de cubinhos de bacon fritos e escorridos (opcional)

Preparo:
Numa panela grande levar a agua a ferver com um punhado de sal. Colocar as vagens já aparadas e cortadas em pedaços e cozinhar por 5 minutos ( ou ate estar macias). Retirar as vagens e reservar a agua do cozimento.
Numa outra panela dourar levemente a cebola e alho na manteiga, juntar a farinha de trigo, mexer bem com um fouet como para um roux. Juntar aos poucos o caldo de legumes ou galinha, ainda mexendo bem para não empelotar. Juntar a vagem, paprika, sal e pimenta moída na hora. Dependendo da densidade junte um pouco da agua do cozimento da vagem ate obter uma mistura cremosa, não muito liquida. Prove e acerte o sal se necessário. Se usar bacon, esta é a hora de colocar.
Desta vez servi com os bolinhos de carne assados*. Vai bem também com carne de panela, ou fatias de carne assada. E até sozinho!
Tambem muito comum servir com uma colherada de sour cream, polvilhando com paprika.

*Sempre faço bolinhos de carne assados em forma de muffins, ao invés de fritar. Muito pratico, evita as calorias extras da fritura, e ficam tão bons quanto.

sábado, 5 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

frozen yogurt - com blackberries -



Ainda driblando o calor... fro-yo!!!

Gostamos muito de frozen yogurt e desde que encontrei esta receita , comecei a fazê-lo em casa. Na realidade a receita, vem do Perfect Scoop livro do David Lebovitz, cheio de receitas boas e fáceis.
Esta e a receita básica, usando baunilha, mais fácil e simples, impossível. Mas se for variar com frutas, melhor ver e essas combinam com a baunilha.

Ingredientes:
3 xic. ( 720g) de yogurt integral escorrido ou yogurt grego
3/4 xic. ( 150g) de açúcar (usei cru, amarelo)
1 col.(chá) de extrato puro de baunilha (opcional)


Este fiz com 2 xic. de blackberries grosseiramente trituradas e não usei baunilha.
Servi com mais blackberries inteiras.

Preparo:
Misture bem o yogurt com o açúcar e a baunilha (se estiver usando), observando para que o açúcar esteja totalmente dissolvido. Acrescente a fruta e leve a refrigerar por uma hora.
Leve ao freezer na maquina de fazer sorvetes opere conforme instrução do fabricante.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

driblando o calor


Para mim que amo praia, sol, calor, areia, pouca roupa e janelas abertas, este final de verão não podia estar melhor. Dias quentes, céu azul com blocos de nuvens brancas, nada comum por aqui nesta época, mas muito bem-vindas, pois tem trazido uma certa humidade que lembra um pouquinho clima tropical.
Tudo isso para minha felicidade, que este ano esta sendo dobrada. No verão passado devido ao diagnóstico e tratamento que tive, não pude nadar, tomar sol, nem fazer caminhadas em dias de calor forte. E alem do que tinha muita coisa seria a me preocupar.
Mas como a vida é maravilhosa e esta sempre nos dando novas oportunidades, aqui estou aproveitando cada segundo desse tórrido verão (minha estação primeira, favoritissima), e tirando a barriga da miséria. Tenho passado mais tempo do lado de fora do que dentro de casa.
E cozinhar é preciso, mas são as saladas que estão reinando absolutas, e para variar ou complementar, tem uma carne, peixe ou legumes grelhados.

Esta salada, fiz com um mix de folhas, ervas frescas, laranja cortada em segmentos, cenourinhas cruas, abacate e nozes. Temperada com suco de limão, suco de laranja, vinagre balsâmico branco, sal, pimenta, alho espremido e azeite de oliva.
Para acompanhar, costela bovina (corte coreano), marinada em chipotle sauce e grelhada na churrasqueira.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pampas



Sábado fomos jantar na Pampas Palo Alto, que foi aberta ano passado. Coincidentemente bem perto do trabalho do Geo. Já tinhamos planejado ir antes, mas só agora deu certo. Pelo nome já se imagina uma churrascaria. E é. Ou esta bem perto de ser. Conforme expliquei ao casal de amigos, nossos convidados, o restaurante lembra bastante uma churrascaria brasileira, mas esta um pouco longe se ser uma autentica. Na realidade, não vi nenhum brasileiro trabalhando nela, e acho que isso faz diferença. Mas eles gostaram muito, e pra quem nunca foi a nenhuma outra, essa ate que impressionou bem.
O restaurante é bonito, com decoração moderna, serviço atencioso, boa seleção de cachaças e muito bons vinhos. Tem musica ao vivo -predominantemente brasileira - tocada por uma pequena banda no lounge/bar. Alem do rodizio de carnes e side bar -saladas e guarnições- no menu do jantar, tem ainda menu a La Carte. Percebemos que a casa tem boa clientela e é necessário fazer reservas.
Esta foi a terceira churrascaria que conhecemos aqui na Bay Area. Muito embora George goste muito, na maioria das vezes, nossas idas a churrascrias e para introduzir a amigos que ainda não conhecem o Brasil, algo típico de la.
Apesar de não ser uma especialista na área, ainda acho que a Espetus de SF é a melhor e mais próxima do conceito original. Agora falta irmos na Maceio, que acabou de ser aberta em dowtown San Jose. Esta, descobrimos en passant, durante o San Jose Jazz Festival - fomos convidados a entrar para conhecer a casa. Na ocasião não ficamos para comer, pois havíamos acabado de jantar nas proximidades, então vamos ter que voltar um outro dia.

Não sou grande apreciadora de churrascarias, embora tenha ido a elas mais do que gostaria. Morando no Brasil é quase impossível escapar delas, pois até vegetarianos vão e ficam bastante satisfeitos com o buffet de saladas e afins.
Sem contar os frequentes almoços de negócios, esses na maioria com homens, que invariavelmente ou sempre que podem optavam por churrascarias.

Mas enfim, churrascaria pode não ser minha preferência, mas como George gosta, e levamos amigos, vou alegremente e não chega a ser nenhum sacrifício.